Entrevista exclusiva com Marcio Local
webradiobrasil.com - Da onde vem a sua musicalidade?
Márcio Local – Minha música vem do cotidiano mesmo, das coisas que eu vivo. Eu me considero um cronista musical. Pra mim é importante dar sentido a uma história e não só as palavras. É um grande prazer que eu sinto em argumentar tudo que vivo.
webradiobrasil.com - E qual é a musica que representa essas crônicas que você faz?
Márcio Local - Acho que todas elas têm um pouco de coisas que eu vivencio coisas que estavam no meu dia a dia, porém em nenhum lugar mágico, um lugar especial. Elas fizeram parte da minha historia também e eu apenas as coloquei no papel e depois musiquei (...) não é tão difícil assim. Pra mim é simples como respirar (Risos).
webradiobrasil.com – Qual é a sua primeira lembrança musical? Quais são os primeiros sons que surgem da sua lembrança de infância?
Márcio Local – Caramba. Mas vamos lá: Bebeto, Dema Mariano, muito Jorge Ben, Djavan... Eu tive uma infância regada de boas músicas. Comecei a desenvolver a minha história quando ainda assistia um grande elenco da MPB, em um cenário ainda bem vivo da nossa música. Estava todo mundo na ativa ainda e meu pai escutava muita música. Era uma época que ainda era normal comprar vinil.
webradiobrasil.com – E pelo lado do samba?
Márcio Local – O lado do samba? O samba estava em cada esquina, quando eu saía de casa para comprar um pão e tinha uma roda de samba na padaria, enfim, estava em todas as partes. Lá em casa também era normal rolar um “sambinha”, levar a galera toda para tocar. Quase sempre. Era muito legal.
webradiobrasil.com – Como foi sua infância em Realengo?
Márcio Local – Pois é. Eu estava lembrando ela nesta última resposta.
Foi bem interessante. Minha rua era toda de barro, com a criançada correndo de pé descalço. Quando chovia, a gente caçava ratazana, aqueles troços bem roots, típicas coisas de Realengo mesmo (Risos). Mas também rolava muita pipa, peão, búlica, bola de gude... Tínhamos tempo pra tudo, só não tínhamos tempo para deixar de ser criança. Foi tudo bem natural, pois realmente tivemos muita liberdade. A violência não estava tão instalada na zona Oeste, a gente pôde brincar a vontade, correr pelos quarteirões, subir na árvore, jogar bola todo dia no campinho de futebol... Infância de verdade mesmo, entende? Acho que muitas crianças hoje em dia não conseguem mais viver isso. Vivem enclausurados, tudo através do mundo fantástico do PC.
webradiobrasil.com - E como era a escola de samba de Padre Miguel da sua infância?
Márcio Local – Realmente era muito significante para o bairro. Tinha toda uma tradição, era uma escola bem tradicional e eu me recordo bastante da velha guarda. Agora a escola é engraçada, pois ela leva no seu brasão o nome de Padre Miguel mais fica na divisa entre Padre Miguel e Realengo, no começo da Vila Vintém. É normal as pessoas acabarem indo pra escola porque é um bairro dormitório, não existiam muitas possibilidades, as pessoas é que faziam as possibilidades. Não tem um grande teatro, não tinha cinema, e os artistas que existiam eram bem populares, bem ligados ao samba, raiz, tava ali dentro. E foi assim que surgiram vários artistas dentro da Mocidade, como, por exemplo, Tiãozinho da Mocidade, dono de “É no shuê, shuê. É no shuê, shuá, as águas vão rolar...”. Já o Mestre André modificou toda a história do samba na questão da bateria. Ele criou várias concepções e o samba se transformou. Até hoje, temos vários representantes da escola como Paulinho da Costa, que nasceu em Padre Miguel e foi com a Mocidade para fora do país e nunca mais voltou. Hoje toca com George Benson, Lauren Hill, Michael Jackson...
webradiobrasil.com – Antes de começar a entrevista você falou sobre seu primeiro instrumento. E aí aos doze anos você ganha um violão da sua irmã...
Márcio Local – É sim. Minha irmã tinha um violão e chegou a entrar para uma escola de música mais não aguentou ficar porque começou a dar calo nos dedos. O violão ficou lá abandonado e um dia, no meu aniversario, eu pedi o violão de presente pra minha mãe e ela adorou. Ela convenceu a minha irmã e eu ficava com o violão de um lado pro outro. Um amigo na época me ensinou alguns acordes e a coisa partiu dali.
webradiobrasil.com – Quantos anos você tinha quando foi ao seu primeiro baile e quando realizou o seu primeiro baile?
Márcio Local – Caramba. Eu tinha cerca de quinze, dezesseis anos. No grêmio de Realengo rolava uma super Jam Session, no início dos anos oitenta e foi até os anos noventa. E lá atrás é que era à verdadeira base da Banda Black Rio.
Pois bem. Um dos meus tios era sócio e me levava sempre lá. Ele era daqueles sócios tipos fanáticos, sabe, fazia parte do grêmio e tudo. E por isso, eu aqui, toda segunda-feira tinha a possibilidade de estar por lá.
Foi o primeiro baile que eu curti e senti a emoção de estar vivendo aquilo. Eu era um pentelho que subia no palco ficava tocando as percussões e mexendo nos instrumentos. E aos dezessete anos eu tocava num bar chamado Amendoeira, onde eu paguei meu primeiro violão na chapinha. Quando eu começava a tocar a chapinha era guardada, e então cobravam 0,30 centavos a mais, que era pra mim. Passei alguns anos tocando neste barzinho que por sinal era super “underground”. O Wanderlei Silva, filho do Robertinho Silva, sempre estava por lá. O Cidão, Alêh Ferreira e vários outros chegaram a tocar por lá também. E foram nestes lugares que eu fui descobrindo esses grandes amigos e evoluindo na minha forma de tocar. A minha criação não é de um mundo mais fechado de um compositor. Eu tive uma oportunidade única de ter amigos músicos que me fizeram enxergar a música por inteiro. Eles foram os melhores professores. Eu nunca tive oportunidade de estudar música. Tive que sair de casa muito cedo e, ou sobrevivia ou estudava.
webradiobrasil.com – E como você começou a compor?
Márcio Local – Meu amigo, Sandro Alvaney, me ensinou umas músicas e logo depois, acredite se quiser, acabou se suicidando, por uma complexa questão de desamor e decepção relacionados a uma ex-namorada que ele tinha.
E ficou então aquela coisa na minha cabeça. Na época eu era um garoto de quatorze anos e pensei o que eu ia fazer a partir de então. Foi então que pude descobrir uma coisa muito importante na minha vida: que é a música que te escolhe, não é você que escolhe a música, entende?
Na verdade eu nunca tive professor nenhum, meu professor foi a minha vontade de aprender um instrumento. E eu acredito que existem pessoas que nascem para isso, que realmente são escolhidas para vivenciar a música. Graças a Deus, sinto um pouco disto. Carrego esta fé.
webradiobrasil.com – Qual foi a primeira letra que você escreveu?
Márcio Local – Caramba... É um xote que se chama “Esperança em prato raso”. Fiquei apaixonado por uma menina e fiz a música... (Risos).
webradiobrasil.com – Quantos anos você tinha?
Márcio Local – Quinze anos mais ou menos. Depois disso, conheci uns amigos que tocavam músicas dos outros (compositores populares) e aí então montei um repertório. Dei uma organizada e saí pra tocar na noite, fiquei nessa “vibe” em Realengo durante, mais ou menos, uns quatro anos.
webradiobrasil.com - E o que você gostava mais de tocar nesta sua “noite”?
Márcio Local – Tocava bastante MPB, mas eu gostava bastante do Gonzaguinha nessa época. Eu me identificava muito com a linha poética dele, com as coisas que eu já escrevia. Gonzaguinha ficou muito marcado na minha vida.
webradiobrasil.com – E quem mais faz parte da sua formação musical?
Márcio Local – Ah, poxa! Banda Black Rio, de cara. Bob Marley também.
É estranho falar isso, mas todas as minhas melodias partem do significado de que, um dia existiu um cara que tinha muito sentimento e que por isso acabava me emocionando também. De resto, tinha muito João Nogueira, Roberto Ribeiro, sambista exemplar do Império Serrano, e que também me influenciou muito na parte de colocação musical do samba, de expressar mesmo o que você relata na música. Ele é um grande intérprete que poucas pessoas conhecem. Essas pessoas, não só me influenciaram, mas mexem com muitas outras pessoas até hoje. O Diogo, filho do João Nogueira, quando canta as músicas do pai, as pessoas realmente se emocionam quando ouvem um dos grandes gênios do samba cantar. É muito bonito.
A música é atemporal, sem essa questão de ser contemporânea e de alguma forma ficar datada. A música é eterna mesmo.
Também comigo não tem muito essa questão de preparação para criar uma música. A música transcende. Entendo que a música tem outro valor, outro significado. Ela está além da existência da palavra. É praticamente um mundo particular que as pessoas vivenciam quando se comprometem a fazer isso.
webradiobrasil.com – Rio de Janeiro. O que esta cidade significa pra você?
Márcio Local – Minha cidade? (Risos) Para mim, o Rio de Janeiro é a escola do samba. Só que temos um problema já: aqui tem tanto malandro, que otário está até em extinção (Risos). Mas fora a brincadeira, o Rio de Janeiro ainda é a grande referência do Brasil. Referência musical e logicamente cultural também. Também pudera. É muita coisa na minha terra. Tem o bairro de Realengo, Escola de samba Padre Miguel, Flamengo na cabeça, as diversas praias. E fora a questão do povo ser extremamente caloroso, alegre e receptivo. Têm a sua música magistral tendo sido referência para o mundo inteiro há alguns anos. Bossa nova, samba de roda partido alto, jongo... Pra mim, o Rio de Janeiro é uma maravilha e eu tenho que agradecer muito a Deus por ter nascido aqui. Sinto-me muito honrado por, de alguma forma estar representando tudo isso. Acho que se eu tivesse nascido em outro lugar eu teria vindo morar aqui (Risos).
webradiobrasil.com – E como foi que você chegou no bairro de Santa Teresa?
Márcio Local – Eu saí de Realengo com um amigo, Roberto Alves. Era uma quitinete que só tinha uma cama de casal. Roberto dormia na cama e eu e Pedro Bira dormíamos no chão, e então tudo ficava muito apertado no ambiente. Era quitinete poxa. Depois fomos morar na casa do Heitor em Niterói, fizemos um trabalho de Reggae. E aí eu encontrei o Pedro na travessa Oriente, e ele me ajudou a procurar um lugar, “tem que vir pra cá, quem é artista mora aqui”. E eu fui morar na Joaquim Murtinho, no castelinho, num quartinho minúsculo com um fogareiro, tipo acampamento. Após, fui para São Paulo, voltei depois pra Ipanema e fui pra essa casa que é no Largo das Neves, que eu comprei (expressão plena de felicidade estampada no rosto) minha primeira casa, na Rua Santo Alfredo.
webradiobrasil.com – Esse é o seu primeiro trabalho?
Márcio Local – Esse disco é o meu primeiro disco, de músicas autorais. Tem uma com meu amigo Dom Oliveira, que é Minha Rosa, e as outras são minhas. Eu optei por fazer um disco autoral, mas eu tenho algumas outras composições com muitos parceiros maravilhosos e com o tempo elas irão aparecer.
webradiobrasil.com – E como você chegou a esse disco?
Márcio Local – Eu tive várias bandas, de MPB, de Reggae, banda de Rap com Funk... Mas a concepção pra esse disco começou em São Paulo. Eu fui procurar um lugar pra tocar, num barzinho, e toquei umas músicas antigas, Isa... Domingo é..., que eu já tinha de swing. Aí os caras ouviram, gostaram muito e me pediram pra ensiná-los. Fizemos um work shop e montamos uma banda que era Balanço Universal. Claro que não deu certo, São Paulo é um trem muito rápido pra se pegar em qualquer estação. Aí voltei pro Rio e comecei a montar o repertório de swing e samba rock, que é exatamente onde estamos hoje.
webradiobrasil.com – E qual foi a primeira musica que você fez pra esse disco?
Márcio Local – A primeira que eu fiz e disse que iria entrar par o disco foi “Samba Sem Nenhum Problema”. Foi logo assim que eu voltei de São Paulo, com uma vontade imensa de curtir o Rio de Janeiro. Eu estava com saudades das praias, do clima, da natureza, e resolvi fazer uma referência a minha cidade. Fiz essa e logo em seguida compus “Soul do Samba”. As duas são bem referências. “Soul do Samba” tem um refrão que diz que “Eu deixei de lado tudo o que possuo”...
Isto aconteceu porque eu saí só com uma bolsa e “descobri com a liberdade que a oportunidade é o que eu tenho no mundo”. Na verdade, eu fiz esta letra e gostaria que as pessoas pudessem acreditar nesta música como uma mensagem também pra vida delas. A felicidade é uma coisa que você constrói, e essa música diz isso muito bem. Sobre a possibilidade de você estar em casa, por exemplo, respirando os ares que mais ama.
webradiobrasil.com – Você diz que faz crônicas sobre a cidade, mas se pararmos para ver bem, iremos perceber que quase todas as músicas são sobre mulheres. Que tanta crônica é essa, quem são essas mulheres?
Márcio Local – (Risos) Pra mim, não existe melhor maneira de mostrar o que se sente a não ser cantando. É como levar um buquê de flores para o resto da vida. Eu acredito que elas (mulheres) adoram, se sintam felizes. Uma música bem gravada eterniza. É engraçado que são mulheres, não tem uma só. Tem umas quatro ou cinco por lá, né? É uma guerra mesmo. Se colocarem todas em uma área vip, vai sair tapa, mordida, puxão de cabelo (Risos)...
webradiobrasil.com – E Mário Caldatto? Fale-nos um pouco desta parceria.
Márcio Local – Mário Caldatto veio numa onda, um “Tsunami” maravilhoso que se chama Armando Pitigliani. Descobridor de vários talentos da música brasileira, de nomes super cosagrados como Jorge Ben, Elis, Sérgio Mendes... Ele conheceu o trabalho, curtiu e levou o material para o Mário, que também ouviu, gostou e falou depois que era a coisa que ele tinha ouvido ultimamente que mais representava o Brasil, que se sentiria muito confortável em fazer parte daquilo e foi então que abraçou a ideia. Eu sou muito grato. Sou amigo de todo mundo das crianças, da cozinheira... São pessoas que fazem muita diferencia na minha vida.
webradiobrasil.com – E o grupo Real Engenho? O que foi na sua vida?
Márcio Local – Foi um laboratório era uma idéia bem louco pra gente estudar outras concepções de música, eu e Tiago Silva tivemos a idéia de montar esse trabalho, chamamos o DJ Gelo, o Ângelo, que tocava baixo, as picapes e um groove box do lado, meio homem-polvo, com vários braços, e o Alden F. que tocava guitarra. E também tinha eu (Risos), que ficava rimando em cima das minhas próprias ideias, daquilo que eu vivia no meu dia a dia. Hoje analisando, entendo que era uma ideia de poesia com um intuito mais político.
Foi uma experiência muito bacana na minha vida mais que não deu muito certo, por que eu na realidade precisava ter o que comer. E assim,o Real Engenho se tornou um lindo sonho. Na verdade, todos esses trabalhos que eu participei, tudo que aconteceu, acabo entendendo hoje em dia que foi uma experiência que muito me contribuiu e que irá se perpetuar para o resto da minha vida. A letra “Happy End” é um rap com melodia, coisas que eu agreguei do Real Engenho para o meu trabalho. As melodias do reggae também foram agregadas a essa idéia do samba rock. De certa maneira, a gente fez uma pesquisa muito grande para chegar à concepção desse disco que tem arranjos meus, do Dom Oliveira e Tiago Silva e foi produzido por Mário Caldatto, Armando Pittigliani e eu.
A gente teve a idéia de fazer esse resgate sim, de suingue, samba-rock, sambalanço, mas agregando todos os trabalhos da onde eu fiz parte, que tinha rap, tinha o reggae, chegando até os grooves da Banda Black Rio.
Há oito anos atrás eu conheci o William Magalhães que me ajudou a abrir os caminhos do jazz e até da bossa nova. E hoje eu posso agregar todas essas influências no meu trabalho. Uma vez, durante a passagem de som para uma apresentação no Circo Voador, Rio de Janeiro, o Chico Science falou uma coisa muito interessante pra mim. Eu estava por perto e ele me perguntou o que eu estava achando do som. Eu falei:
- Cara, está fantástico. Que som é esse?
Ele me respondeu: Isso é Maracatu, mas eu quero saber do som daí... Eu falei novamente que estava ótimo e foi então que ele me disse:
- Se você quiser fazer algum dia um trabalho, o meu palpite é que você procure sempre as suas raízes, que você coloque suas raízes dentro do seu trabalho.
O que eu entendi que ele quis dizer é que eu tinha que valorizar o samba acima de tudo dentro da minha música. E isso teve uma reflexão importante no meu trabalho, embora ele (o samba) sempre estivesse muito presente na minha vida.
webradiobrasil.com – E como esta a sua carreira agora?
Márcio Local – Minha carreira está seguindo de vento em polpa. Hoje em dia eu tenho uma editora, a Local Songs e tenho um disco lançado pelo meu selo que é distribuído pela Universal. O plano é fazer um foco lá fora. Mário Caldatto levou o disco para diversos selos dos EUA e alguns da Europa e nós acabamos optando pela Luaka Bop. O disco saiu agora no dia 12 de maio de 2009 nos Estados Unidos, com o nome de “Say Don Din, Don Den, Don Don”. Graças a Deus, foi um sucesso geral, pois já estava sendo bem aguardado. Nós tínhamos feito uma tour por lá no começo do ano. Apresentamos-nos em Washington, no Kennedy Center e também no prédio da National Geografic, com direito também a entrevista e tudo (Risos).
Tocamos também no Global Fest, um festival que tocas as bandas revelação do ano eleitos pelos críticos internacionais.
Mas o que soubemos é que quando o disco foi lançado, realmente acabou tendo uma grande aceitação nas rádios americanas de World Music. Tocou de costa a costa, o que nos causou uma surpresa enorme pelo fato de ser um dos mercados mais difíceis do mundo. E agora, as pessoas não param de falar da gente por lá. E eu estou achando ótimo, suingar na terra do Tio Sam. Realmente fantástico (Risos).
A gente também acabou de chegar de um show que realizamos em Abu Dhabi, Dubai, em um festival chamado Homage, do Peter Gabriel, e que também foi um sucesso. Tocamos para algo em torno de 50 mil pessoas, que ficaram cantando com sotaque árabe, as músicas brasileiras do Márcio Local (Risos).
Agora, temos como um dos grandes objetivos, trabalhar o material aqui na nossa terra, que é o que mereço como autêntico brasileiro que sou. Todos precisam ouvir o nosso trabalho e conhecer um pouco mais da nossa história.
Tenho muita fé em tudo isso.
(Entrevista cedida à webradiobrasil.com no final de 2009, Márcio Local foi primeira vez à Europa. No dia 10 novembro chegou a Paris para tocar no Bizarte. Dia 11 em Londres, no Guanabara e dia 14 em Las Palmas, para o festival Womade, de Peter Gabriel, nas Ilhas Canárias. Após estas apresentações e depois de já ter passado pelas cidades de Washington D.C. e Nova York, nos Estados Unidos, Márcio Local fechou o ano de 2009, apenas não estando presente de corpo e alma, no continente da Ásia).




